segunda-feira, 15 de abril de 2019

De olho na Casa Branca, democratas desafiam Wall Street



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CEOs dos bancos mais importantes dos EUA testemunham no Congresso, em Washington, em 10 de abril - AFP/Arquivos
AFP
Em campanha eleitoral e no Congresso dos Estados Unidos, os democratas desafiam constantemente os gigantes de Wall Street, proclamando a chegada de uma “nova era”, na esperança de canalizar a irritação de seu partido e de alguns de seus eleitores, um sentimento que aumentou desde a crise de 2008.
Na quarta-feira, os CEOs dos maiores bancos dos Estados Unidos foram convocados, pela primeira vez desde a crise financeira, para comparecer ao Congresso e testemunhar sob juramento.
Foi uma imagem poderosa que destacou a recente mudança no controle da Câmara de Representantes, que ficou sob controle democrata em janeiro, depois de oito anos de comando republicano.
“Esta é a nova forma. É uma nova era”, disse Maxine Waters, a primeira mulher e a primeira afro-americana a presidir o Comitê de Serviços Financeiros.
Tim Sloan, ex-CEO do Wells Fargo, testemunhou em uma audiência em março. Agora, foi a vez dos executivos do Citigroup, JP Morgan Chase & Co, Morgan Stanley, Bank of America, State Street Corporation, BNY Mellon e Goldman Sachs.
Waters entrou em contato com alguns deles no pior momento da crise, quando o sistema financeiro sofria graves problemas.
Essa rodada de interrogatórios tem menos a ver com a estabilização do sistema e mais com o impacto social de Wall Street.
“Vocês, capitães do universo, são suficientemente inteligentes e criativos e entendem este negócio tanto para ver o que podem fazer com esses cidadãos, esta gente jovem”, disse Waters.
Alguns dos democratas do comitê se concentraram em destacar a enorme distância entre esses executivos – todos homens, brancos e incrivelmente ricos – e o restante da sociedade. Para os republicanos, trata-se de um movimento apenas em busca das manchetes nos jornais.
Em uma discussão, Nydia Velázquez, uma democrata de Nova York, pressionou o presidente-executivo do Citigroup, Michael Corbat, para justificar seu pagamento em 2018 de 24,2 milhões de dólares, aproximadamente 486 vezes mais do que o do funcionário médio.
Corbat disse que esse valor foi estabelecido pela diretoria e que, se fosse um empregado médio que visse essa enorme diferença, “teria esperança, diante da oportunidade de continuar avançando”.
“Esta é a razão, pela qual as pessoas que vivem em uma bolha e em uma torre de marfim não podem entender a raiva, especialmente entre os millenials”, rebateu Velásquez.
– Contra-ataque
É esta onda de insatisfação, apesar dos números de crescimento e de emprego, que os democratas esperam aproveitar não apenas para manter sua maioria na Câmara, em 2020, como também para recuperar o Senado e a Casa Branca.
Wall Street e seus altos executivos já são uma parte-chave das campanhas presidenciais de vários pré-candidatos na disputa pela indicação democrata, liderada, até o momento, pelos “ultraprogressistas” Bernie Sanders e Elizabeth Warren.
“Nossa campanha é sobre assumir os poderosos interesses especiais que dominam nossa vida econômica e política”, prometeu Sanders.
Em outubro passado, o senador independente por Vermont – que apoia os democratas – introduziu um projeto para dividir os maiores bancos do país em unidades menores.
Há dez anos, Warren esteve profundamente envolvida no resgate e nas reformas ocorridas depois da crise financeira, o que fez da regulação de Wall Street seu principal tema de trabalho.
Warren já redigiu propostas detalhadas para desmantelar gigantes tecnológicos, aumentar os impostos para grandes empresas e reforçar as regulações financeiras.
A progressista é uma voz potente nesses assuntos no Senado, onde seu partido continua sendo minoria. Ela celebra a postura ofensiva de seus colegas.
“Os republicanos têm tentado, tão duro quanto podem, reduzir a supervisão dos maiores bancos, e os democratas agora estão lutando”, disse Warren à AFP.
“Os bancos ‘muito grandes para quebrar’ são maiores do que nunca. Têm formas de esconder os riscos em seus balanços, e pelo menos alguns deles foram pegos enganando repetidamente seus próprios clientes”, acrescentou.
“Foi assim que nos metemos em uma grande confusão em 2008, que quase destruiu a economia mundial, e é por isso que deveriam estar mais bem regulados hoje”, frisou.

sábado, 6 de abril de 2019

Jogo tautológico da dialética: o sentido como escolha


O problema não é a tautologia ou a dialética, pois esses são modos do jogo; o problema é a perfeição do sentido que tal jogo tem para nós, pois dificilmente conseguimos, ou melhor, queremos, variar as regras. Jogamos o jogo da duração, e fazemos do mundo um palco onde possamos encenar nosso compromisso. Palco da vida no qual jogamos o jogo do duplo e inventamos pares que se remetem mutuamente: empírico e transcendental, essência e aparência, qualidades primeiras e qualidades segundas, fatos e valores, natureza universal e cultura relativa, inato e ação humana, semelhança e diferença; .dicotomia universal do osso e da carne. (Duvignaud 1979:80), elementos do nosso pensamento, realidade atualizada pela ação vesga dos atores, membros comprometidos com um modo de descrição: a representação, o modo da dobra, a .fonte principal de infecção. (Latour 2004:78). Como vimos no capítulo anterior, os limites, as positividades, as fronteiras, atualizam a dobra do espaço no tempo ou do tempo no espaço . atualizam o tempo e o espaço como dobra, intervalo. Assim, é possível o .quadro. que permite ao pensamento .ordenar. as similitudes e as diferenças, permite à linguagem se entrecruzar com o espaço e fundar o .lugar. onde o contínuo do tempo pode vir a repousar, a durar (Foucault 1999: XII). Lugar como .tábua de trabalho. (Foucault 1999: XII), solo positivo prenhe de positividades (de vida, trabalho e linguagem) que posicionam o olhar, determinando e delimitando a ação e a atenção. Com que descrição ocupar o intervalo? Com a do lugar, o corpo estabelecido, determinado, estado, significado pela linguagem . figuração de um significante. Ocupar um lugar é possuir uma forma, ponto de vista que se reflete no espelho. Se o pensamento moderno é uma .relação de sentido com a forma da verdade e a forma do ser. (Foucault 1999: 287) e o estruturalismo é a .consciência desperta e inquieta do saber moderno. (Foucault 1999: 287), então nós nos perguntamos qual a relação do sentido com a forma, da forma com o estruturalismo e do estruturalismo com o sentido, ou seja, a forma da relação de sentido que os estruturalistas imaginam e inventam, que figuram.

Não é difícil perceber essa figuração, pois o estruturalismo dá perfeitamente conta de pensar a forma devido à sua .concepção exclusivamente extensivista da diferença. (Viveiros de Castro 2001: 10). A ordem encontra o seu sentido no intervalo, na instauração do discreto no contínuo, na relação de oposição entre diferenças, que são intervalos no contínuo da semelhança. O sentido é .necessária e unicamente de posição. (Deleuze 1982: 276), de lugar relacional, ou seja, de ponto de vista. O espaço é que é estrutural para o estruturalismo. A estrutura não é a forma, a figura ou a essência (Deleuze 1982: 275). A estrutura é o sujeito, o estruturador, que se move num espaço estrutural e dura num tempo estrutural, num .tempo de atualização. (Deleuze 1982: 285).

.Atualizar-se é diferenciar-se. (Deleuze, 1982: 284); ocupar lugares e impor intervalos entre eles. Atualizar-se é o estruturar da estrutura, que é .diferencial em si mesma e diferenciadora em seu efeito. (Deleuze 1982: 285); enquanto virtualidade, .indiferenciação.; enquanto atualização, diferença (Deleuze 1982: 284). Atualizar virtualidades, diferenciar indiferenciações, distribuir posições, lugares: eis a prática de sentido no estruturalismo, com seus modos de tempo de atualização e espaço de diferenciação. .O verdadeiro sujeito é a própria estrutura., diz Deleuze (1982: 282). Sujeito que produz espécies e partes, e que as faz aparecer como reflexos recíprocos e infindáveis.

Modo de ser do Tonal de nosso Tempo? Jogo possível! Jogo tautológico da dialética: praticar o sentido é realizar uma escolha, definir lugares para as coisas e lhes determinar uma duração, uma atualidade permanente. Praticar o sentido é dicotomizar o mundo em pares opostos, pensar a ordem possível perante o caos, definir as fronteiras, os limites, as formas de que a vida necessita, as positividades que a posicionam, que atualizam o ser do tempo no estar do espaço (estado do ser). O sentido é a .realidade do possível enquanto tal. . efetuação do possível exprimido na linguagem ou no signo (Viveiros de Castro 2001:08).

Construir sentido, fabricar significado é criar e experimentar contextos, ambientes de relação e relacionais; produzir relações convencionadas que permitem a comunicação, o diálogo, o entendimento. Rotulamos, nomeamos a relação de sentido, a associação de símbolos, como realidade. Mas não há realidade absoluta e unânime, pois o que há é relativismo, ou seja, relação (Wagner 1981). Relação que desafia a instituição de um exterior e um interior: os elementos que se relacionam no interior do contexto participam também em contextos externos (Wagner 1981: 41). Porém, a dialética é o jogo do duplo e a convenção é a regra que torna esse jogo permanente, duradouro. Estabelecendo, repartindo os distintos domínios entre o par de uma dicotomia clássica, a do inato e da ação humana, a Cultura, o mundo de pensamento e ação, pode reproduzir seu reinado, seu desígnio. Este modo ou estilo convencional que Wagner (1981) descreve pressupõe a existência de contextos antes da ação, contextos ou relações inatas, básicas; e a única ação pertinente é descobrir estas células-tronco, separando os contextos, mascarando a relação em seus termos (Wagner 1981: 41). Ação do sujeito, do ator, do homem comum, que assinou o compromisso de fazer cultura. Ilusão cultural . ilusão necessária?

Ana Maria Ramo y Affonso

quinta-feira, 4 de abril de 2019

¿Perdieron nuestros heroicos soldados la menor parte de su tiempo en discursos y en declaraciones? No, puesto que tenían mejores cosas que hacer y lo sabían bien: "Res, non verba". Lo que esperábamos de ellos, son actos, no palabras, y no nos han defraudado. Y vosotros también, queridos Alumnos, cuando llegue el momento de dejar este Colegio, tendréis mejores cosas que hacer antes de perder el tiempo en juegos de elocuencia: algunos, tal vez, todavía tendrán que ocupar su lugar junto a sus mayores. Pero lo cierto es que todos, incluso los más jóvenes, tendréis que cumplir otros deberes, otra tarea sin duda más oscura pero no menos necesaria, para reparar las ruinas que esta larga y terrible lucha habrá acumulado, y para ayudar a los gloriosos supervivientes a recoger y hacer fructificar todas las consecuencias de su victoria. Todavía habréis de luchar en otro terreno, ya que la mayoría de vosotros, probablemente seréis hombres de acción. Parece ser, hoy más que nunca, que el dominio del pensamiento puro debe permanecer como patrimonio de un pequeño número, y quizás es bueno que así sea, si es verdad que la especulación y la acción normalmente van bastante mal juntas. Para estar preparados para actuar cuando sea necesario, y sea cual sea la forma en que ejerzáis vuestra actividad, os tendréis que convertir en hombres en toda la acepción de la palabra, más deprisa y pronto que los jóvenes de algunas generaciones que precedieron la vuestra, cuando no había tantos vacíos que rellenar en tantos puestos de la nación. Trabajad pues en ello desde ahora mismo, queridos Alumnos, preparaos, con todas las fuerzas de vuestra inteligencia y vuestra voluntad, para la función que la patria tendrá derecho de exigiros próximamente. Habituaros sin demora a encarar seriamente el futuro, meditando los ejemplos de heroísmo que os dan vuestros mayores, ejemplos que os incitarán a no faltar jamás a vuestro deber, sea cual sea, igual que ellos no faltaron al suyo en medio de pruebas que están entre las más temibles que la humanidad, en ningún tiempo, haya atravesado, y cuyo recuerdo hará que vuestra tarea sea más fácil y menos dura.




quarta-feira, 3 de abril de 2019

Ahora bien, ¿cuáles son las causas que dan nacimiento a este verbalismo hueco y estéril? Sin duda son bien complejas, y no querría enredarme en un estudio demasiado profundo de esta cuestión. Puede ser que, entre esas causas, las haya que sean inherentes a la naturaleza humana en general, o más particularmente al temperamento de ciertos pueblos o de ciertas personas; pero también se trata de una cuestión de educación.


QUEREM FAZER POSE DE GENTE QUE LEU MUITO. MAS ISSO, OBVIAMENTE ,NÃO OCORREU. QUEREM ENCARNAR O ESPECTRO DOS VERDADEIROS INTELECTUAIS POR OSMOSE, SEM FAZER ESFORÇO OU SACRIFÍCIO NENHUM, MAS TERÃO UMA SURPRESA BASTANTE DESAGRADÁVEL INSISTINDO NESSE CAMINHO DE FALSIFICAÇÃO. PRETENDEM UM IMPÉRIO DE ANALFABETOS FUNCIONAIS, FLUTUANDO ACIMA DA NOBREZA INICIÁTICA INCONTESTÁVEL, MAS MAIS CRUS E VULNERÁVEIS IMPOSSÍVEL!

K.M.

"Leões de chácara" das grandes finanças? Obviamente, isso não ocorreu.


Pela necessidade ideológica de se contestar o comunismo ("o totalitário", "estatizante", etc.), o capitalismo apresenta-se com uma auto-imagem fictícia de portador de um projeto sempre autenticamente liberal e antiestatizante.
O que não é comprovado pela história da economia brasileira, desde a colonização (as primitivas sociedades por ações não começaram no Estado?), feita sob a égide dos empresários estatais. Lembre-se, igualmente, que a primeira experiência bem sucedida ao capitalismo de Estado ocorreu em Portugal (séc. XVI), o que. tem peso considerável na tradição brasileira, como bem o demonstrou Raymundo Faoro em Os Donos do Poder.
A estatização pós-64 não será, portanto, errática ou inovadora. Os empresários sempre dependeram do Estado, mas o Estado sempre teve, também, intenções empresariais (e aí, a "guerra das tetas" tem sua dose de verdade...). Desde o início, 64 foi o assalto dos empresários ao poder, embora, lembra Dreifuss, "protegidos e apoiados pelas Forças Armadas". Ao que parece, reclamam, hoje, quando a intervenção do Estado não se faz em beneficio de seus interesses.5 Nesse sentido, uma tese interessante defendida por Dreifuss se refere à mudança ocorrida com o próprio empresariado. Não se trata, aqui, de uma interpretação global para 64, mas de mostrar como se firmou uma "nova ordem empresarial" com características próprias e distintas do empresário tradicional, aquele que cultivava uma olímpica distância em relação àpolítica e, supostamente, ao poder.
Se é verdade, como aponta Dreifuss, que o bloco empresarial recorreu à intervenção militar apenas para desferir o "golpe final" no Estado populista, não há como abandonar, sem maiores qualificações, a tese – a meu ver ainda válida – de que os empresários acreditavam que os militares agiriam como "restauradores da ordem" e depois desalojariam o poder em seu benefício, nu papel de eficientes "leões de chácara" das grandes finanças. O que, obviamente, não ocorreu.

Nazismo não era de esquerda nem de direita. ERA O GUENONISMO MAIS AS DIVISÕES PANZER - RENE GUENON 'DISCURSO CONTRA LOS DISCURSOS



Volviendo a RENÉ GUÉNON.

Mensaje  mariocesar el Mar Sep 02, 2014 11:20 am
Algunos deploran la excesiva teoría de René Guénon y aun le reprochan que abarcara demasiado . Le reprochan la falta de practicidad y métodos. Su misión era TEORIZAR y TEORIZAR es CONTEMPLAR :¡No puede haber nada más práctico, activo y elevado que la teoría! Además TEORÍA en verdadera etimología es ACCIÓN DE DIOS.
No obstante , para los literales, en su METAFISICA ORIIENTAL les dejó el método para volver a ser ADAMKADMON,, realizar los PEQUEÑOS MISTERIOS, etc: Considerarlo todo simultáneamente, reunir lo disperso y colocarse en el no tiempo.

*
RENE GUENON 'DISCURSO CONTRA LOS DISCURSOS' * Conferencia a sus alumnos de filosofía (entrega de diplomas curso 1916-17 en Saint-Germain-en-Laye)
Señor Presidente, 
Señoras, Señores, 
Queridos Alumnos, 

Al tomar hoy la palabra ante vosotros conforme a lo que es costumbre, me siento, lo confieso, un poco incómodo al pensar en las trágicas circunstancias en las que vivimos desde hace ya tres años y que deberían, parece, apartar de nuestro ánimo cualquier otra preocupación. Asimismo, experimento un verdadero escrúpulo, y como una necesidad de excusarme y justificarme, aún incluso, y quizá sobre todo, ante mis propios ojos. El momento, en efecto, ¿es para discursos? y ¿es lógico aceptar la tarea de pronunciar uno, cuando se está convencido, como yo lo estoy, de la perfecta inutilidad de todos estos despliegues de elocuencia más o menos sonora, para la que ciertas solemnidades constituyen ocasión habitual? Pero hay costumbres a las que, no teniendo el poder de cambiarlas, está uno forzado a someterse; y, si al menos este discurso pudiese tener como resultado, bastante paradójico en apariencia, convencerles de la vanidad de esa elocuencia a la que acabo de aludir, creo que no habríamos perdido el tiempo en absoluto. 
Se ha dicho, sin duda bromeando, que el lenguaje fue dado al hombre para disfrazar su pensamiento; pero esto encierra una verdad más profunda de lo que pudiera suponerse a primera vista, a condición, no obstante, de añadir que este disfraz puede ser inconsciente e involuntario. En efecto, la función esencial del lenguaje es la de expresar el pensamiento, es decir la de revestirlo de una forma exterior y sensible, por medio de la cual podamos comunicarlo a nuestros semejantes, en la medida al menos, en que sea comunicable: y es bajo esta restricción que quiero llamar más particularmente vuestra atención. ¿Puede decirse que la expresión sea alguna vez adecuada al pensamiento?, y ¿no es cualquier traducción, por su misma naturaleza, forzosamente infiel? "Traduttore, traditore", dice un proverbio italiano bien conocido, que aunque parezca un poco un juego de palabras por su extrema concisión, no por ello es menos justo, y hasta tal punto que es extremadamente difícil y raro encontrar en dos lenguas diferentes, e incluso bastante cercanas la una de la otra, dos términos que se correspondan exactamente, de tal modo que cuanto más una traducción quiere ser literal, a menudo más se aleja del espíritu del texto. Y si esto ocurre cuando se trata simplemente de pasar de una lengua a otra, es decir de cierta forma sensible a otra forma de la misma naturaleza: de cambiar de alguna manera el vestido del pensamiento ¿cómo no será todavía más difícil hacer entrar en las formas estrechas y rígidas del lenguaje ese mismo pensamiento, que es esencialmente independiente de cualquier signo exterior y radicalmente heterogéneo respecto a su expresión? Para comprender hasta qué punto el puro pensamiento debe verse por ello disminuído, reducido y como esquematizado, sólo hace falta un instante de reflexión, a menos que se parta de las ilusiones de ciertos filósofos que, cegados por el espíritu de sistema, han creído que el pensamiento entero podía y debía encerrarse en una especie de fórmula concebida según el tipo matemático. Lo que es cierto, por el contrario, es que lo que expresan las palabras o los signos no es nunca la totalidad del pensamiento, que éste contiene siempre en sí mismo una parte inexpresable, luego incomunicable, y que esta parte es tanto mayor cuanto más elevado sea el orden de este pensamiento, puesto que más alejado está entonces de cualquier figuración sensible. Lo que podemos confiar a nuestros semejantes no es pues nuestro pensamiento mismo, sino sólo un reflejo más o menos indirecto y lejano de él, un símbolo más o menos oscuro y velado; y es por ello que el lenguaje, vestido del pensamiento, es también forzosamente y por el mismo motivo, su disfraz. 
Pero, que el lenguaje sea un disfraz del pensamiento, supone evidentemente que hay un pensamiento escondido detrás de las palabras: ¿es siempre así para todos los hombres? Se puede estar tentado de dudarlo, y de preguntarnos si, para algunos, las palabras mismas no llegan a ocupar casi por completo el lugar de un pensamiento ausente. ¿No hay demasiados que, incapaces de pensar verdadera y profundamente, llegan sin embargo a darse la impresión a sí mismos, y a veces a los demás, de que son capaces de hacerlo, encadenando con más o menos habilidad y arte palabras que no son más que formas vacías, sonidos que, aun ofreciendo tal vez un conjunto armonioso, están en cambio desprovistos de significación real? Ciertamente, el lenguaje rinde al pensamiento grandes y preciosos servicios, no solamente suministrándonos un medio de transmitirlo en la medida de lo posible, sino también ayudándonos a precisarlo y permitiendo definírnoslo mejor a nosotros mismos, y hacerlo consciente de una manera más clara y completa. Pero al lado de estas ventajas incontestables, el lenguaje, o mejor, su abuso, da lugar a graves inconvenientes, el menor de los cuales no es el verbalismo que ahora mismo os denunciaba, verbalismo cuya deplorable manifestación es lo que se ha convenido en llamar elocuencia. 
En efecto, nos equivocaríamos extrañamente, si nos imagináramos que el éxito de los más reputados oradores es debido, la mayoría de las veces, en verdad, a la precisión o a la elevación de las ideas que expresan. No es necesario tener ideas para ser elocuente, y tal vez eso sea más bien un obstáculo, sobre todo cuando quiere uno dirigirse a la muchedumbre; ya que, hay que reconocerlo, la gran masa de los hombres tiene impresiones más que ideas, y esta es la razón de por qué se deja subyugar tan fácilmente y arrastrar por palabras que, de ordinario, son tanto más sonoras cuanto más vacías de sentido, y por ello tanto más aptas para ocupar el lugar del pensamiento en aquellos que no lo tienen. También, el poder del orador, y más especialmente el del orador popular es, casi exclusivamente, un poder de orden físico: los gestos, las actitudes, los juegos de la fisonomía, las entonaciones de la voz, la armonía de las frases, esos son sus principales elementos. Con respecto a esto, el orador tiene más de un punto de similitud con el actor: lo que importa, es mucho menos lo que dice que la manera cómo lo dice. Se dirige a las facultades sensibles de su auditorio, a menudo también a sus sentimientos o a sus pasiones, a veces a su imaginación, pero muy raramente a su inteligencia. Y esta función preponderante de los medios físicos en el arte, iba a decir en el juego, del orador, nos explica por qué los discursos de aquellos que han ejercido mayor influencia en la muchedumbre, cuando los leemos, nos parecen de una sorprendente insignificancia, de una desesperante banalidad. También por ello es tan raro que un mismo hombre reúna dones tan diversos como los del escritor y el orador: el escritor, que no tiene a su disposición los mismos medios exteriores, necesita cualidades de otro orden, quizás menos brillantes, pero también menos superficiales y más sólidas en el fondo. Y además la obra del orador solamente tiene su razón de ser en una circunstancia determinada y pasajera, mientras que la del escritor debe tener normalmente un alcance más duradero. Al menos debería ser así, pero desde luego hay escritores cuyas frases no contienen más pensamiento que las de los oradores de los que acabo de hablar, y mucha de la literatura que en suma no es más que mala elocuencia, y que, fijada sobre el papel, ya ni tiene los encantos artificiales que podría prestarle una dicción agradable o sabia. Y naturalmente, al atacar la elocuencia verbal, incluyo también con el mismo título, a toda esta vana literatura. 
Ahora bien, ¿cuáles son las causas que dan nacimiento a este verbalismo hueco y estéril? Sin duda son bien complejas, y no querría enredarme en un estudio demasiado profundo de esta cuestión. Puede ser que, entre esas causas, las haya que sean inherentes a la naturaleza humana en general, o más particularmente al temperamento de ciertos pueblos o de ciertas personas; pero también se trata de una cuestión de educación. Como los atenienses en otro tiempo, los franceses tienen generalmente la reputación de experimentar un gusto exagerado por la elocuencia, algunos dicen que por la palabrería. Y en esta crítica que nos dirigen incluso nuestros mejores amigos, hay algo de verdadero. Debería decir más, había algo de verdadero, ya que hoy en día, felizmente para nosotros, parece que las cosas hayan cambiado un poco; pero enseguida volveré a este tema. Acabo de deciros que, en este aspecto, se comparaba fácilmente a los franceses con los atenienses; ¿hay que admitir para explicarlo que nuestro temperamento nacional se parece extrañamente al de los antiguos griegos? No lo creo. Más bien creería que tal similitud que no se funda en ninguna comunidad de raza, se justifica solamente por la influencia exagerada y demasiado exclusiva que la civilización helénica ha ejercido sobre la nuestra, es decir que es mayormente el producto artificial de una cierta educación. Seguramente, no hay que desconocer ni despreciar lo que han hecho los Griegos en diversos dominios. Pero tampoco hay que creer, en un exceso de admiración que a veces raya en el fanatismo, que no hay nada que valga fuera de lo que han hecho, ni negarse a ver, al lado de sus méritos que son muy reales, sus defectos que no lo son menos, y uno de los más notables es precisamente la fastidiosa tendencia al verbalismo. Este defecto es netamente sensible hasta en los más grandes de entre ellos; y en el mismo Platón, tal vez el tipo más representativo de la mentalidad helénica, la dialéctica demasiado sutil, para quien la examina con toda imparcialidad y evitando dejarse impresionar por la belleza de la forma, a menudo aparece como si en el fondo no fuera más que un divertimento bastante vano, que descansa mucho más sobre las palabras que sobre las ideas, y que no podría conducir a ninguna conclusión verdaderamente profunda. He hablado de la belleza de la forma; es que los griegos, no hay que olvidarlo, antes que nada eran artistas, lo eran en todo lo que hacían, y llevaban al extremo el culto a la forma, en detrimento de la profundidad y de la extensión del pensamiento. Se podría decir incluso, sin ninguna exageración, que no concebían nada más allá de la forma y de sus limitaciones, hasta tal punto que para ellos acabado y perfecto eran términos sinónimos. Sin duda, no hay que descuidar ni desdeñar el arte en sí mismo; pero hay que saber poner cada cosa en su lugar, y no permitir a este culto a la forma, legítima cuando no sobrepasa ciertos límites, invadir el dominio del pensamiento puro, ni por otro lado, reaccionar sin medida en el dominio de la acción. Y no obstante, ¿no es esto lo que se ha hecho demasiado tiempo, bajo la influencia y a imitación de la civilización griega o greco-latina? Y muchos de nosotros, aquéllos al menos cuya cultura fue casi exclusivamente literaria, ¿no tienen todavía que lamentar el haber recibido una educación por entero verbal, que encontraba su completa expresión en el "discurso en latín", ejercicio que hoy ha caído en el olvido? Podemos lamentar la tendencia que empuja a algunos a abandonar por entero el estudio de la antigüedad; pero el conocimiento real y exacto de esta antigüedad es algo bien distinto de esa retórica pueril, que apenas consistía más que en una reunión de fórmulas copiadas servilmente o aprendidas de memoria, y aplicadas indistintamente a todos los asuntos. En lugar de que la idea fuera independiente de la palabra, como debe serlo naturalmente, era la palabra la que, al contrario, se hacía independiente de la idea y usurpaba su lugar. 
Sin embargo, los franceses nunca han abusado de la elocuencia como los griegos, y ella nunca ha llegado a absorber la totalidad de su existencia nacional. La Grecia antigua ha muerto a causa de este abuso; Francia no morirá por lo mismo. Ya hemos probado suficientemente que felizmente éramos capaces de otra cosa que disertar, y continuamos probándolo cada día. Y es precisamente eso lo que muestra el carácter bastante artificial que tenía para nosotros este gusto por la elocuencia. Las circunstancias, si bien no lo han hecho desaparecer completamente, lo cual era imposible de una sola vez, al menos lo han relegado rápidamente a un último plano. Podemos decir, sin exagerar, que hemos conseguido así una verdadera victoria sobre nosotros mismos, sobre nuestras antiguas costumbres. Y estas victorias tienen su importancia, pues son una condición de las otras, de las que debemos conseguir sobre el enemigo. La elocuencia ya no está de moda, y es fácil darse cuenta de que ha perdido su prestigio. Desde el comienzo de esta guerra, en efecto ¿qué es lo que más ha llamado la atención de las conciencias? La proclama de Galliéni a los parisienses, el orden del día de Joffre cuando la batalla del Marne, el de Pétain en Verdún. Algunas líneas bien sencillas dicen netamente lo que quieren decir, sin grandes palabras, sin rodeos y sin adornos inútiles, sin vanas fraseologías. Y es esto lo que permanecerá, creedme, y lo que dejará una impresión mucho más duradera que los mejores discursos de los políticos, algunos de los cuales están no obstante llenos de un indiscutible talento. La elocuencia ha recibido un golpe del que quizás no se repondrá jamás, y no cabe lamentarlo. No nos dejemos engañar más por las palabras, como nos ha sucedido demasiado a menudo; sepamos de ahora en adelante, en todos los dominios, mirar las realidades de cara, verlas tal y como son. He aquí seguramente una de las primeras lecciones que deberemos extraer de los acontecimientos actuales, si no queremos haber sufrido en vano. 
¿Perdieron nuestros heroicos soldados la menor parte de su tiempo en discursos y en declaraciones? No, puesto que tenían mejores cosas que hacer y lo sabían bien: "Res, non verba". Lo que esperábamos de ellos, son actos, no palabras, y no nos han defraudado. Y vosotros también, queridos Alumnos, cuando llegue el momento de dejar este Colegio, tendréis mejores cosas que hacer antes de perder el tiempo en juegos de elocuencia: algunos, tal vez, todavía tendrán que ocupar su lugar junto a sus mayores. Pero lo cierto es que todos, incluso los más jóvenes, tendréis que cumplir otros deberes, otra tarea sin duda más oscura pero no menos necesaria, para reparar las ruinas que esta larga y terrible lucha habrá acumulado, y para ayudar a los gloriosos supervivientes a recoger y hacer fructificar todas las consecuencias de su victoria. Todavía habréis de luchar en otro terreno, ya que la mayoría de vosotros, probablemente seréis hombres de acción. Parece ser, hoy más que nunca, que el dominio del pensamiento puro debe permanecer como patrimonio de un pequeño número, y quizás es bueno que así sea, si es verdad que la especulación y la acción normalmente van bastante mal juntas. Para estar preparados para actuar cuando sea necesario, y sea cual sea la forma en que ejerzáis vuestra actividad, os tendréis que convertir en hombres en toda la acepción de la palabra, más deprisa y pronto que los jóvenes de algunas generaciones que precedieron la vuestra, cuando no había tantos vacíos que rellenar en tantos puestos de la nación. Trabajad pues en ello desde ahora mismo, queridos Alumnos, preparaos, con todas las fuerzas de vuestra inteligencia y vuestra voluntad, para la función que la patria tendrá derecho de exigiros próximamente. Habituaros sin demora a encarar seriamente el futuro, meditando los ejemplos de heroísmo que os dan vuestros mayores, ejemplos que os incitarán a no faltar jamás a vuestro deber, sea cual sea, igual que ellos no faltaron al suyo en medio de pruebas que están entre las más temibles que la humanidad, en ningún tiempo, haya atravesado, y cuyo recuerdo hará que vuestra tarea sea más fácil y menos dura. Traducción: Antonio Guri. 


NOTA
* Reproducido en la revista Etudes Traditionnelles, noviembre-diciembre 1971.